segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Se é na má-vontade...


Estava no calvário diário do ônibus quando vi o cartaz abaixo:




É uma campanha do governo contra a exploração do trabalho infantil durante as eleições. Sem dúvida, um objetivo bastante nobre, em qualquer época do ano. Mas eu me pergunto se não dava para terem feito uma arte melhorzinha. Geralmente, peças publicitárias do governo em nível regional são bem toscas, basta ver as histórias em quadrinhos constrangedoras que saem por aí em época de vacinação. Mas o pôster em questão chamou minha atenção por ser particularmente feioso.
E, até certo ponto, tenebroso. Alguém pode me explicar por que diabos, pra início de conversa, essas crianças não tem nariz? Eu, se visse uma horda de criaturas nanicas desprovidas de narinas se aproximando, metia bala. E depois escravizaria quem sobrevivesse. Além disso, esses garotos parecem sofrer de uma série de deformidades físicas e, possivelmente, mentais. Perceba que a menininha de traços asiáticos é a única olhando para um ponto totalmente diferente dos seus amigos, dando a entender que ela é, possivelmente, uma deficiente visual. Até aí tudo bem, mas não dava pra alguma das outras crianças ter soprado na hora da foto “Japa, vira pra direita, porra!”? Espero que o artista que criou o cartaz não tenha associado os olhos tipicamente pequenos dos asiáticos à cegueira, porque isso seria uma mostra grotesca de preconceito.
Mas ao menos a japinha consegue se locomover sem grandes problemas, mesmo sem enxergar um palmo diante do nar...enfim, sem ver nada. Já o garoto negro com tumores no lugar das orelhas e o menino índio não tiveram tanta sorte. O curumim possui apenas quatro dedos nos pés e todos parecem ser polegares. Já o pequeno afrodescendente simplesmente não tem dedo nenhum, os pés parecendo mais dois cascos uniformes. A garotinha branca, certamente desfigurada por alguma condição congênita, possui os olhos colados um ao outro, diferente dos seus companheiros. Os pais dela deviam ser primos. Mas esse aborto incestuoso ainda está melhor do que o indiozinho, que, por motivos que escapam à minha compreensão, veste uma bandeira de São João pra esconder a mandioquinha dele, ao mesmo tempo em que exibe uma medonha deformação na mão direita.



Sério, que porra é essa? Um sexto dedo? O nariz, que nasceu no lugar errado? Parece mais a minha mão, uma vez que eu me queimei com óleo quente e nasceu uma bolha, que mais parecia um mamilo.

 
Um pulso masculino com um mamilo. Se essa imagem te excita, denuncie a si próprio para a polícia. Agora.


Horripilante, sem dúvida. O que o Departamento de Arte da Prefeitura estava pensando quando lançou esse carnaval de horrores sobre a população permanece um mistério. Mas nada é tão horrendo que não possa ficar pior. Um exemplo disso é o seguinte vídeo, que mostra o retrato falado de um perigoso bandido.








Sério. Essa foi a reconstrução artística do meliante. A não ser que o criminoso seja uma versão masculinizada e doentia da Mônica, duvido que alguém consiga encontrar essa pessoa se baseando por esse desenho. Não sei que tipo de qualificações são necessárias para ser um artista da polícia na Bolívia, mas é provável que seja algo como “ter dedos nas mãos” ou “deficiência mental comprovada”. Pelo menos não foi aqui no Brasil, o único consolo nessa história . E no final de tudo isso, fica a mensagem que eu queria mandar desde o começo.
Se é pra sair malfeito, cacete, não faça.

2 comentários:

  1. Onde está wally?hehehe
    Eu até vi as coisas...mas não perceberia se você não tivesse falado!kkkkkkkk
    E tive pesadelos com o retrato falado dos meliantes...aff!!
    :********

    ResponderExcluir
  2. Ri alto com esse retrato falado!

    ResponderExcluir

Vai, danado, reclama!